Conheça algumas dicas para uma consulta através da telemedicina sem preocupação.

Autorizada pelo governo federal para ser exercida durante a pandemia da Covid-19 pela Lei nº. 13.989 de 15 de abril de 2020, a telemedicina tem como principal apelo a facilitação do acesso a saúde, evitando grandes deslocamentos durante a crise sanitária atual e permitindo que os pacientes não deixem de ser atendidos e deem seguimento a tratamentos já iniciados. Em 2002 o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia publicado a Resolução nº 1.643, regulamentando a telemedicina, que foi reestabelecida em 2019 com a Resolução nº 2228. 

Apesar de poder ser utilizada tanto para assistência, como para promoção à saúde, prevenção de doenças e pesquisa, a telemedicina tem uma limitação importante por não permitir, parcial ou totalmente, a realização do exame físico, parte muito importante de uma consulta. Sem exame físico – restrito no máximo à inspeção, a depender do caso e da qualidade da plataforma usada pelo paciente – muitas informações sobre o quadro clínico podem ser perdidas. 

Neste sentido, destacamos medidas podem ser tomadas para tornar a consulta por telemedicina mais efetiva e mais segura para o médico e para o paciente.

Objetivo claro

Com a limitação do exame físico, o uso da telemedicina deve ter foco claro no que é possível ser feito – tanto pelo profissional quanto pelo paciente. Neste sentido, o CFM recomenda que o paciente seja alertado sobre as restrições pelo exercício da Medicina à distância. A coleta de informações deve ser o mais detalhada possível, de forma a não deixar passar aspectos importantes do quadro, sobretudo se percebido qualquer risco à vida e necessidade de consulta presencial. Quaisquer orientações prestadas ao paciente só devem ser feitas caso o profissional sinta-se munido de dados suficientes para elaborar a conduta.

Confidencialidade

A plataforma de realização da consulta deve ser adequada, de forma a garantir a transmissão de dados, privacidade, sigilo profissional, assim como o correto manuseio e guarda das informações do paciente. Neste caso, o uso de um software de gestão de clínicas e consultório que tenha um módulo de teleatendimento pode facilitar esta tarefa, por ser voltado especificamente para a prestação deste tipo de serviço e possibilitando a integração com prontuário eletrônico do paciente. O CFM também recomenda que as informações do paciente só devem ser transmitidas a outro profissional mediante consentimento livre e esclarecido do paciente. Mesmo se realizada em home office, o ambiente utilizado pelo profissional deve ser bem iluminado, silencioso e sem a presença de pessoas não autorizadas que possam ter acesso às informações trocadas, garantindo o sigilo profissional.

Vínculo

Assim como em uma consulta presencial, a relação médico paciente deve ser prioridade durante o atendimento, mesmo com a ausência do valoroso recurso do exame físico. A condução da assistência deve ser cuidadosa, em tempo adequado, permitindo que o paciente apresente suas queixas e possa expressar dúvidas – que deverão ser sanadas pelo profissional – e angústias relacionadas ao seu quadro clínico. Empatia, acolhimento, linguagem respeitosa e individualização da investigação e conduta continuam valendo na consulta à distância, e auxiliam na qualidade e na percepção de bons serviços prestados, mesmo sem o contato direto entre as duas partes envolvidas.

 

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