Você utiliza o Marketing Médico bem?

As clínicas de saúde e consultórios precisam fazer o marketing médico para se destacar nas mídias online. Para isso, no entanto, é preciso seguir as diretrizes que estão dispostas pelo Conselho Federal de Medicina, seguindo as resoluções 1.974/2011 e 2.126/2015.

O objetivo principal referente à propaganda médica está na regulação de peças publicitárias e anúncios que divulgam as clínicas e os profissionais que atuam na área da Medicina, mas sem trazer uma conotação propagandista, de evidência do profissional, ou que transmita promessas inadequadas.

Além do Conselho Federal de Medicina, as peças publicitárias podem ser encaminhadas para a CODAME (Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos), para avaliação, aprovação ou reprovação em caso de denúncias.

Da mesma maneira que em outras áreas profissionais, o setor da Medicina, e principalmente aqueles que atuam na área, precisam divulgar os trabalhos para atrair clientes, ou neste caso, pacientes, visando a saúde e informação, mais especificamente.

Com a possibilidade de uso de diversas ferramentas e meios de divulgação, tanto em mídias tradicionais quanto nas eletrônicas, é preciso seguir uma legislação vigente, com normas que devem ser seguidas à risca para a seguridade de todos e qualidade das campanhas, que podem se tornar mais efetivas nos canais digitais.

Legislação visa manutenção da ética profissional

Em qualquer segmento profissional, a ética deve ser levada em consideração de todas as formas.

Profissionais que atuam na área da medicina tratam com vidas e da integridade da saúde como um todo, dessa forma, a ética é o grau máximo de respeito para com toda e qualquer pessoa.

Sendo assim, a publicidade que divulga os serviços propostos pela área da saúde deve seguir os mesmos princípios.

Por isso a legislação proposta pelo CFM e CODEMA devem ser encarados como uma forma de garantir a idoneidade e caráter sob todos os aspectos.

Deste modo, as informações presentes nos materiais de propaganda devem conter informações verídicas, com base em estudos científicos e de acordo com as normativas apresentadas na legislação vigente. 

A ideia principal é poder fomentar os receptores com informações condizentes com a área médica, zelando pela ética de profissionais e de todos aqueles que dependem dela para viver melhor e com mais qualidade de vida, que são os pacientes.

Ferramentas interessantes com uso da tecnologia

A evolução da publicidade segue a disposição de ferramentas que permitem a divulgação de marcas, produtos e serviços de maneira interessante e que atinja o respectivo público-alvo.

No caso do marketing médico não é diferente, desde que a legislação proposta pelo CFM seja seguida de maneira íntegra. 

Dessa forma, compreendendo que a propaganda pode utilizar desde as mídias tradicionais até os novos meios de comunicação, como jornais, revistas e intervalos de programas de rádio e TV, bem como as redes sociais, visto que o marketing digital passou a integrar o dia a dia da população.

Com isso as empresas que estão relacionadas, de alguma maneira, com a prestação de serviços médicos ou distribuição de produtos farmacológicos passaram a utilizar as ferramentas digitais e todos os equipamentos eletrônicos modernos que estão à disposição das pessoas, bem como precisam se inserir nesse meio.

Conforme o algoritmo funciona em cada plataforma digital, é possível receber propagandas por meio de diferentes ferramentas, entre as quais:

  • E-mail marketing;
  • Redes sociais;
  • Sites e blogs;
  • Vídeos institucionais.

De todas as formas, é importante conhecer algumas ferramentas que podem ser exploradas quando se trata de marketing médico, e todas as nuances que envolvem esse setor.

  • Imagens devem ser divulgadas com cuidado

A propaganda de uma clínica médica, assim como toda campanha de divulgação que envolve publicidade, precisa trabalhar, em algum momento, com imagens de apelo universal. Contudo, é preciso tomar cuidado quando se trata desse segmento. 

As imagens de pacientes não podem ser publicadas de maneira aleatória, sem o consentimento, ou de modo a prometer um antes e depois para outros, indo contra a legislação vigente. 

Inclusive, as próprias plataformas digitais utilizam termos e normas que regulamentam esse tipo de propaganda, como o Instagram Ads, por exemplo. 

Dessa forma, é preciso ter o bom senso e, em todos os casos, quando vale a pena a publicação de um procedimento médico, a concessão do uso de imagem por parte do paciente e a adequação para as demais diretrizes.

As imagens podem gerar comoção ou reconhecimento por parte dos espectadores, e isso é muito bom para quem quer divulgar o trabalho junto ao público-alvo. 

Além de evitar o uso de imagens de pacientes, a não ser com o consentimento, há outros dois assuntos que não podem ser utilizados como forma de propaganda. 

O primeiro é oferecer qualquer tipo de cura milagrosa. O segundo é não fazer consulta online, dependendo da ocasião em que o paciente se encontra, mas principalmente quando se trata do primeiro contato com a clínica.

Em se tratando de uma rede social em que a imagem é o principal veículo de divulgação, é preciso utilizar a criatividade para que fotos, desenhos e outros tipos de imagens possam chamar a atenção dos seguidores.

  • Esclareça dúvidas e proporcione interação

É importante saber como funciona o Facebook Ads antes de colocar uma propaganda na rede social que reúne o maior número de usuários. 

Essa plataforma digital está à disposição dos mais diversos usuários, e muitos tendem a buscar uma “consulta grátis”, o que é proibido.

Entretanto, os profissionais e as clínicas que representa podem apresentar estudos de comprovação científica, reconhecidos pelo meio acadêmico. Dessa forma, cria-se uma comunidade em que é possível debater sobre diversos assuntos.

Assim, quando alguém precisa de um especialista em uma área específica da medicina, é possível que os profissionais que responderam sobre as dúvidas sejam os primeiros a serem procurados, já que demonstram atenção e ganham a confiança. 

Para que isso se torne uma propaganda médica, vale lembrar que as pessoas, mesmo que de forma inconsciente ou involuntária, armazenam informações e, quando necessário, rememoram os dados e buscam aqueles que ajudaram em um primeiro momento.

  • Tenha um site responsivo e atualizado

A disposição de um site completo, com informações pertinentes às especialidades médicas que são atendidas em uma clínica, além de informações sobre os profissionais e a experiência profissional faz toda a diferença para quem navega pela internet.

Ao encontrar um site responsivo, ou seja, dinâmico e que atenda às necessidades de um paciente que procura informações sobre uma doença, aumenta a chance de se destacar nos sites de busca. 

Por isso é preciso entender como anunciar no Google Ads faz parte da estratégia de marketing médico, já que o algoritmo dessa ferramenta de busca utiliza diversos dados para apontar como um site que pode ser visitado a partir das primeiras páginas de resultados.

Vale a pena investir em mídia tradicional 

Toda e qualquer forma de divulgação, desde que seja positiva e não entre em desacordo com a legislação proposta pela CFM e CODEMA, é válida e deve ser colocada em prática.

Assim, seguindo um planejamento estratégico de publicidade para qualquer profissional, clínica médica ou hospital, é possível posicionar o empreendimento no mercado e no imaginário do público.

Os materiais gráficos produzidos como estratégia de divulgação devem conter dados especificados pela Resolução CFM 1974/2011, que são:

  • Nome completo de médico responsável;
  • Número de CRM (Conselho Regional de Medicina);
  • Especialidades registradas;
  • Endereço e telefone.

Assim, as ações publicitárias podem ocorrer dentro da legislação. Pense que a distribuição de folhetos em um congresso médico está dentro dos padrões aceitos, buscando ser mais informativo que publicitário. Da mesma forma que ocorre com um cartão de visita em um evento social. 

Proibições que podem afetar uma propaganda

A publicidade deve ser empregada de maneira que não afete as resoluções e toda a legislação, o que leva a conhecer alguns atos que podem ferir a ética médica e as leis em vigor.

Por isso é importante destacar algumas proibições que tratam especificamente do marketing médico. São elas:

  • Divulgação de tratamento sem especialidade

Nenhum profissional da área médica pode atuar sem ser especialista ou passar por um curso e apresentar toda a documentação necessária. 

Divulgar que está apto a tratar pacientes com determinadas doenças pode causar até mesmo a cassação do CRM.

  • Utilizar equipamentos como tratamento exclusivo

Conforme a tecnologia avança, muitas clínicas especializadas fazem o investimento para a compra de equipamentos para melhor atender os pacientes. 

Ainda assim, não se pode fazer propaganda se “vangloriando” como única detentora de alguma tecnologia ou aparelho.

  • Concessão de entrevista para promoção individual

Profissionais da área médica não podem se auto-promover, concedendo entrevistas de caráter promocional, abordando suas especialidades para benefício próprio. 

Toda e qualquer entrevista deve ter objetivo educativo, evitando em qualquer situação de sensacionalismo, ou se autointitulando “o melhor”. 

  • Circulação de material sem identificação

Todo material deve incluir as informações pertinentes aos dados credenciados junto ao CRM, conforme especificado anteriormente. 

Caso não tenha, todo material poderá ser recolhido ou, em caso de mídia eletrônica, ser removido até a devida correção.

Conclusão

A propaganda da área médica pode ser empregada em diferentes situações, e são muito importantes para os consultórios e clínicas espalhadas por todo o território nacional. Contudo, é preciso manter as ações dentro das regras propostas pelo CFM. 

Seguindo as diretrizes presentes na legislação vigente, é possível manter uma comunicação clara e objetiva junto aos pacientes, assim como a própria população que busca alternativas para um tratamento, trazendo mais informações sobre os cuidados com a saúde e, em consequência, podendo atrair novos clientes.

 

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