Telemedicina: dicas para uma consulta segura e efetiva

Conheça algumas dicas para uma consulta através da telemedicina sem preocupação.

Autorizada pelo governo federal para ser exercida durante a pandemia da Covid-19 pela Lei nº. 13.989 de 15 de abril de 2020, a telemedicina tem como principal apelo a facilitação do acesso a saúde, evitando grandes deslocamentos durante a crise sanitária atual e permitindo que os pacientes não deixem de ser atendidos e deem seguimento a tratamentos já iniciados. Em 2002 o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia publicado a Resolução nº 1.643, regulamentando a telemedicina, que foi reestabelecida em 2019 com a Resolução nº 2228. 

Apesar de poder ser utilizada tanto para assistência, como para promoção à saúde, prevenção de doenças e pesquisa, a telemedicina tem uma limitação importante por não permitir, parcial ou totalmente, a realização do exame físico, parte muito importante de uma consulta. Sem exame físico – restrito no máximo à inspeção, a depender do caso e da qualidade da plataforma usada pelo paciente – muitas informações sobre o quadro clínico podem ser perdidas. 

Neste sentido, destacamos medidas podem ser tomadas para tornar a consulta por telemedicina mais efetiva e mais segura para o médico e para o paciente.

Objetivo claro

Com a limitação do exame físico, o uso da telemedicina deve ter foco claro no que é possível ser feito – tanto pelo profissional quanto pelo paciente. Neste sentido, o CFM recomenda que o paciente seja alertado sobre as restrições pelo exercício da Medicina à distância. A coleta de informações deve ser o mais detalhada possível, de forma a não deixar passar aspectos importantes do quadro, sobretudo se percebido qualquer risco à vida e necessidade de consulta presencial. Quaisquer orientações prestadas ao paciente só devem ser feitas caso o profissional sinta-se munido de dados suficientes para elaborar a conduta.

Confidencialidade

A plataforma de realização da consulta deve ser adequada, de forma a garantir a transmissão de dados, privacidade, sigilo profissional, assim como o correto manuseio e guarda das informações do paciente. Neste caso, o uso de um software de gestão de clínicas e consultório que tenha um módulo de teleatendimento pode facilitar esta tarefa, por ser voltado especificamente para a prestação deste tipo de serviço e possibilitando a integração com prontuário eletrônico do paciente. O CFM também recomenda que as informações do paciente só devem ser transmitidas a outro profissional mediante consentimento livre e esclarecido do paciente. Mesmo se realizada em home office, o ambiente utilizado pelo profissional deve ser bem iluminado, silencioso e sem a presença de pessoas não autorizadas que possam ter acesso às informações trocadas, garantindo o sigilo profissional.

Vínculo

Assim como em uma consulta presencial, a relação médico paciente deve ser prioridade durante o atendimento, mesmo com a ausência do valoroso recurso do exame físico. A condução da assistência deve ser cuidadosa, em tempo adequado, permitindo que o paciente apresente suas queixas e possa expressar dúvidas – que deverão ser sanadas pelo profissional – e angústias relacionadas ao seu quadro clínico. Empatia, acolhimento, linguagem respeitosa e individualização da investigação e conduta continuam valendo na consulta à distância, e auxiliam na qualidade e na percepção de bons serviços prestados, mesmo sem o contato direto entre as duas partes envolvidas.

 

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Gestão clínica: Análise SWOT

Identificando pontos fortes e fracos do seu negócio com a análise SWOT

Quando se fala em planejamento estratégico, um pensamento comum é associar o conceito somente a grandes empresas, em uma lógica de que pequenos empreendimentos ou mesmo microempreendedores individuais não podem se beneficiar das ferramentas de gestão e qualidade.

O planejamento estratégico envolve a delimitação de uma estratégia para a empresa, tendo como ponto de partida sua visão, com metas definidas essencialmente no longo prazo, que serão executadas a partir do desdobramento do planejamento estratégico: o planejamento tático, que detalha os passos necessários em cada nível da empresa para alcançar os resultados esperados, e o operacional, de curto prazo, a partir do qual podem ser estabelecidas de forma mais concreta as ações e recursos voltadas para concretizar os planos.

Entre as ferramentas de construção do planejamento estratégico está a análise SWOT – a sigla, do inglês, significa: Strenghts (Forças); Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). A matriz SWOT também é conhecida como FFOA, FOFA ou PFOA, considerando a traduções para o português. 

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A análise SWOT foi criada entre a década de 1960 e 1970, tendo como seu principal autor o consultor de negócios e gestão estadunidense Albert Humphrey, em pesquisa na Universidade de Stanford, com base em dados das 500 principais corporações da época listadas pela revista Fortune.

Como fazer a análise SWOT?

Como podemos perceber, a matriz SWOT combina aspectos internos e externos, abarcando tanto pontos positivos e negativos. Podemos elencar questões inerentes ao seu empreendimento, sobre as quais o gestor tem controle, onde serão identificadas forças (S) e fraquezas (W). 

O outro setor da matriz refere-se ao ambiente de negócios – considerando pontos como economia e política local, perspectivas do setor de atuação específico, entre outros – de forma que é possível identificar oportunidades (O) e ameaças (T) ao seu empreendimento. Considerando uma clínica ou consultório, o gestor responsável deve inicialmente ter uma ideia bem definida do objetivo da análise e também aplicar a matriz às características específicas de um negócio no setor da saúde. 

Strenghts – Forças

No campo de “Forças” da matriz SWOT, são identificados pontos positivos internos do empreendimento. Aqui a reflexão pode incluir aspectos como especialidades atendidas (há alguma especialidade que tem menor oferta ou grande demanda), o que pode ser estendido também a serviços e procedimentos (uso de tecnologia diferenciada, ou profissionais com técnicas avançadas); localização x público-alvo (o que pode ser pensado tanto no âmbito local, municipal ou mesmo estadual); infraestrutura.

Weaknesses – Fraquezas

As mesmas questões abordadas em Forças podem ser avaliadas e classificadas como “Fraquezas”, se for o caso. Infraestrutura precária, equipamentos antigos ou defasados, déficit na oferta de serviços básicos na área de atuação podem representar pontos negativos de uma clínica ou consultório. Aqui podem entrar questões financeiras, como capital de giro, capacidade de investimento, dívidas, elevado custo de depreciação de equipamentos ou ainda custo operacional alto. O uso de um software de gestão de clínicas e consultórios pode, em seu módulo de finanças, auxiliar na análise ao prover relatórios e dados importantes para fazer essa avaliação.

Opportunities – Oportunidades

Neste ponto, já adentramos nos aspectos externos ao negócio, sobre os quais não se tem controle – mas se bem identificados, permitem preparação e ação antecipada a problemas. No campo das oportunidades, um exemplo é a concorrência, ou melhor, a falta dela. A clínica ou consultório oferece algum serviço com pouca oferta na região? Melhor ainda se houver uma demanda sem atendimento, que pode ser suprida pelo seu empreendimento. Dispositivos tributários específicos podem facilitar a aquisição de equipamentos com menor custos. 

Threats – Ameaças

Da mesma forma que no tópico anterior, a existência de uma baixa demanda ou de grande oferta (sobretudo se coberta por profissionais de maior renome), ou ainda uma área de atuação que sofra bastante concentração e dificuldade de penetração para novos profissionais pode ser uma ameaça ao negócio. Para profissionais já estabelecidos, o surgimento de grandes corporações que prestem o mesmo serviço com maior agilidade e menor custo também podem representar um risco.

 

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Saúde financeira da clínica

Negócio saudável: Dois conceitos chave que todo gestor precisa conhecer

Um gestor de um consultório ou clínica pode ser um profissional graduado em administração ou um profissional de saúde, podendo muitas vezes estar à frente de seu próprio empreendimento – neste último caso, o controle financeiro pode vir a ser um dos aspectos mais desafiadores envolvidos na gestão de um negócio.

Além da atividade-fim, as finanças constituem o centro de um consultório ou clínica, já que respondem pela saúde de um empreendimento e por sua sustentabilidade ao longo do tempo e sua sobrevivência. Mesmo com bons serviços prestados e pacientes satisfeitos, uma empresa do setor pode não conseguir resistir a uma estratégia financeira ineficiente. Neste sentido, há dois conceitos muito importantes para compreender como funciona o equilíbrio entre recebimentos e despesas necessário para manter uma clínica em pleno funcionamento: capital de giro e fluxo de caixa.

Capital de Giro: Base para as atividades cotidianas

O capital de giro é determinado a partir da diferença entre os recursos disponíveis em caixa e a soma de contas a pagar, seja à vista ou a prazo, com as despesas, considerando tanto custos fixos (energia elétrica, água, telefone, etc), como variáveis (material de consumo, taxas incidentes sobre serviços prestados, etc). Assim, o capital de giro é o dinheiro existente em caixa para o pagamento das despesas resultantes do funcionamento do consultório ou clínica durante o cotidiano do empreendimento. Uma ideia importante ligada a este conceito é liquidez: se o capital de giro estiver investido, ele precisa ser rápida e facilmente resgatado para o cumprimento das obrigações financeiras.

Para isso, é preciso haver um controle sobre os prazos de pagamento das despesas e o ritmo de entradas de recursos provenientes dos serviços prestados, o que pode variar de acordo com as formas de pagamento: depósitos, cartões de crédito, recebimento por convênios. Não necessariamente esses dois braços financeiros coincidirão, daí a importância de ter bem delimitado o custo médio de funcionamento por dia e quantos dias o consultório ficará sem entrada de novos recebimentos. 

Outro aspecto importante, caso sejam realizados procedimentos no consultório ou na clínica, é a boa gestão de estoques, de forma que eles sejam pensados para atender à frequência média de atividades da empresa, o que representa um custo específico com materiais e prazos para pagamentos e novas aquisições, que precisam ser assegurados. 

Se existirem funcionários, a exemplo de recepcionista e auxiliares, a folha de pagamento também entrará neste cálculo. Não se deve esquecer, neste caso, de despesas sazonais, como férias e 13º salário. 

Fluxo de caixa: A origem de soluções ou problemas

Uma vez entendido o que é o capital de giro, um conceito próximo, porém não igual, é o de fluxo de caixa: este último representa o controle do total de entradas e saídas financeiras do negócio em um determinado período, por exemplo, em um mês. Fica claro, a partir daí, sua ligação com o capital de giro: o fluxo de caixa adequado é importante para garantir sua existência, e o cumprimento das obrigações da empresa. 

Considerando que nem sempre as entradas – no caso de uma clínica o fluxo de pagamentos relacionados aos serviços em saúde prestados – corresponderão às saídas, visto que a demanda por atendimentos pode variar ao longo dos meses, o estabelecimento de uma reserva financeira pode garantir o custeio das despesas do consultório. 

O uso de um software de gestão de clínicas e consultórios facilita e torna mais seguro a realização do controle financeiro, sem risco de se perder em registros descentralizados. 

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Marketing em saúde e as redes sociais

Marketing em saúde: Cinco formas de manter presença nas redes sociais

O uso de redes sociais se tornou onipresente na vida contemporânea, de modo que a cada dia borram-se mais os limites entre a “vida real” e o “mundo real”. Além de ser um ambiente de convivência, consumo de informação e entretenimento, a internet tornou-se espaço de marketing por excelência – levando até mesmo ao surgimento de uma nova profissão, os influenciadores digitais – tendo nas redes sua expressão mais dinâmica e próxima do seu público-alvo. 

Diferente do site, que funciona como um cartão de visitas mais estático de um empreendimento, nas redes sociais a interação é feita diretamente e muitas vezes em tempo real com seu público. Baseados em dados dos usuários, os algoritmos de cada plataforma especializam-se cada vez mais nas preferências individuais e podem ampliar o alcance da mensagem, de forma que ela chegue a uma quantidade e variedade cada vez maior de pessoas. 

Ter presença efetiva nas redes sociais, porém, vai muito além de ter um perfil e publicar com certa periodicidade. Conheça cinco dicas para construir presença real nas redes e explorar o potencial dessas ferramentas no marketing em saúde.

Identidade

Em meio a milhões de perfis do mesmo nicho, é preciso estabelecer sua marca pessoal para atrair e, principalmente, manter uma audiência em um perfil de qualquer rede social. Tanto no caso de um perfil profissional de pessoa física, quanto na página de uma clínica, é importante delimitar o foco principal, que vai nortear o conteúdo. Trata-se de uma maternidade voltada para parto humanizado? Um perfil de um dentista especializado em reabilitação oral? Um consultório de nutrição voltado à performance esportiva? Deixe sua mensagem e valores explícitos, o que irá promover conexão e, consequentemente, engajamento. 

Retroalimentação

Para construir presença no ambiente virtual de forma sólida, não é necessário somente obter engajamento do público, que se expressa na forma de visitas ao perfil, curtidas – os icônicos likes – comentários, conteúdo salvo ou compartilhamentos. Responder às interações é importante para criar e manter vínculos, com nível de formalidade compatível com a imagem que o profissional deseja construir na rede social, mas sempre de forma respeitosa e compatível com as especificidades do marketing em saúde. Mensurar as interações também auxilia no entendimento de quais conteúdos e formatos geram maior participação e reações positivas do público, o que orienta o caminho que devem seguir as futuras publicações.

Autoridade

Construir autoridade sobre determinado assunto pode ser realizado em qualquer área profissional, porém a área da saúde oferece uma vantagem por envolver temas que exigem respaldo técnico para serem abordados. Neste sentido, usar seu espaço para trazer informações ou discussões relevantes dentro de sua área de atuação pode ser uma boa forma de se posicionar e até mesmo atrair pacientes. Use linguagem clara, acessível e sem jargões técnicos para plena compreensão da mensagem. Teor ou tom sensacionalista, além de não ser permitido, destroem a credibilidade, bem como disseminação de fatos inverídicos (“fake news”).

Pessoalidade

Explore as possibilidades multimídia das redes sociais: conteúdos educativos e debates podem ser transmitidos em diversos formatos. Vídeos estão em alta, e podem ter a presença direta do profissional (ou de algum dos profissionais que trabalhem em uma clínica), reforçando a identidade, tornando a publicação menos “fria” e criando laços com o público. Atenção ao visual: vestimentas, ambiente, iluminação e gestual também fazem parte da mensagem que é passada. O uso de um tom mais natural e próximo da personalidade do profissional pode gerar maior aproximação, mas cabe atenção ao nível de exposição de aspectos pessoais.

Frequência

A frequência com que conteúdos de sua página aparecem para a audiência também impacta no nível de engajamento e no quanto o perfil será lembrado por seus seguidores. Considere que o tempo virtual é mais rápido e que publicações muito espaçadas podem inclusive ser entregues com menor alcance em algumas plataformas. Estabeleça, no entanto, um equilíbrio entre o ritmo exigido pelos algoritmos e suas obrigações profissionais – caso necessário, a terceirização da gestão de redes sociais pode ser a solução adequada para seu empreendimento.

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Meu primeiro consultório: Facilidades para o início do negócio

Dicas para abrir seu primeiro consultório

Durante os muitos anos de estudos enfrentados pelos profissionais de saúde para sua formação e qualificação, a abertura de um consultório próprio é um dos sonhos que podem guiar a carreira nesta área. Diferente de outros caminhos possíveis no setor, abrir um consultório exige custos além do investimento em cursos, materiais individuais de trabalho, o que muitas vezes desestimula ou até mesmo inviabiliza a realização dessa meta. 

Como em qualquer outro empreendimento, o primeiro ponto a ser pensado é planejamento. Este quesito abrange diversos âmbitos, sendo um deles, e muitas vezes subestimado, o emocional. A perspectiva de ser “seu próprio chefe”, gerenciando seu tempo e metas, pode ser animadora, mas há o enfrentamento de outros desafios que envolve não dominar somente os conhecimentos de sua profissão, mas também noções de ordenamento jurídico, empreendedorismo e inovação, marketing, gestão e finanças. Relacionamento com pessoas, sejam sócios, funcionários, clientes e fornecedores também é uma habilidade que precisa ser desenvolvida para o bom desempenho na lida com o consultório.

Outro fator muito importante é o financeiro, já que mesmo utilizando estratégias para reduzir custos, a abertura de um consultório exige um investimento mínimo que deve ser calculado a partir da proposta de negócio que se quer oferecer, visando arcar com custos de estrutura, equipamentos, impostos e taxas, pagamento de funcionários ou prestadores de serviço. 

Além do gasto inicial, há custos de manutenção da estrutura, limpeza, energia elétrica, água e esgoto, material de consumo, além de investimento em marketing para atrair e manter pacientes. Para facilitar a vida dos iniciantes, há ferramentas que podem auxiliar os profissionais que desejam abrir seu primeiro consultório.

 

Consultoria e cursos gratuitos

Se planejamento é a palavra de ordem na hora de começar um empreendimento, conhecimento sobre o que está fazendo é fundamental. Neste sentido, a decisão de contratar ou não um profissional específico para cuidar da documentação referente à criação da pessoa jurídica por trás do consultório dependerá muito da capacidade financeira no momento de começar o negócio, porém existem cursos e serviços de consultorias gratuitas que podem servir como um pontapé inicial e criar uma base que servirá tanto para administrar sua própria empresa, como, no futuro, lidar de forma segura com profissionais que venham a ser contratados para essa tarefa.

Referência no assunto, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é uma entidade privada, mas sem fins lucrativos, que atua como agente de fomento com foco em empresas que tenham faturamento bruto de até R$ 4,8 milhões. Entre outras ações, o Sebrae oferece materiais de consulta, como e-books, eventos e cursos gratuitos presenciais e online sobre diversos temas, desde mais generalistas, como “Atendimento ao cliente”, como aulas voltados para mercados específicos. 

 

Coworking

A manutenção de um ponto comercial enquanto ocorre a consolidação de um fluxo de pacientes pode ser um dos aspectos penosos na abertura do primeiro consultório, principalmente no caso de profissionais em início de carreira. A agenda vai sendo construída à medida em que se se recebem novos pacientes, o que pode demorar alguns meses a acontecer em uma frequência mensal que compense o custo com aluguel, condomínio e despesas como energia elétrica, água e internet. 

Os espaços de coworking são alternativas para esta fase inicial: com funcionamento pay per use (do inglês, pague pelo uso), são salas de atendimento compartilhadas, que dispõem de toda a infraestrutura necessária, e que podem ser reservados para utilização mediante o pagamento de uma taxa. Assim, o desembolso ocorre somente quando o espaço é utilizado – enquanto o aluguel fixo pode, inicialmente, representar um custo elevado sem retorno compatível, além da subutilização do consultório.

 

Software de gestão de clínicas e consultórios

A tecnologia está a favor dos profissionais de saúde recém-chegados ao mercado, facilitando significativamente a administração do negócio. Entre as funções que podem ser concentradas em um único software, está a organização da agenda, evitando choques de horário e remarcações decorrentes da utilização de anotações em papel ou mesmo digitais, mas descentralizadas. O cliente pode ter acesso a uma agenda online, onde estarão disponíveis apenas os horários livres e solicitar o agendamento, que será liberado após aprovação – esta possibilidade traz um ganho também na desburocratização do processo. No mesmo software, o módulo de relacionamento, permitindo envio de mensagens para pacientes, lembrando a consulta marcada, ou ainda outros comunicados. De forma integrada, também é possível fazer a gestão de prontuários, faturamento de convênios e controle financeiro do consultório.

 

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O que não é permitido no Marketing em saúde.

Pode ou não pode? O que é NÃO é permitido no marketing em saúde.

Por lidar com relações assimétricas e que envolvem, muitas vezes, momentos delicados e desafiadores da vida das pessoas, é requerido dos profissionais e dos empreendimentos de saúde um cuidado extra com aspectos éticos, o que se aplica também ao exercício da publicidade. 

Como já vimos anteriormente, o marketing em saúde é permitido – clique aqui para saber o que pode ser feito – porém há algumas regras que devem ser respeitadas de forma a criar uma imagem de credibilidade e assim fidelizar seus pacientes. Veja a seguir algumas proibições importantes no que diz respeito ao marketing em saúde:

Dados obrigatórios

Não é permitido veicular anúncios sem o nome, o número de registro no Conselho Regional de Medicina, informando o estado da Federação no qual foi inscrito, bem como o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) caso divulgue uma especialidade. O mesmo vale para clínicas e outros estabelecimentos de saúde, que não podem deixar de divulgar o nome e o número de registro do diretor técnico da unidade. 

Divulgação de técnicas

À medida em que busca maior capacitação em sua área de atuação, o profissional busca criar um diferencial para se destacar e oferecer mais qualidade para seus pacientes. Há cuidados que devem ser observados, porém, na hora de divulgar suas qualificações. Não é permitida anunciar técnicas como de uso exclusivo ou ainda o uso de aparelhagem exclusiva como a ganhar capacidade privilegiada em relação aos demais profissionais. Também não se deve garantir resultados positivos com o uso de técnicas ou terapias específicas. 

Também não é permitido expor a imagem de pacientes para anunciar técnicas ou tratamentos, mesmo que ele autorize. E atenção: também não pode anunciar técnicas, métodos, tratamentos ou áreas de atuação que ainda não tenham reconhecimento científico. 

Não se pode ainda divulgar como originais ideias, descobertas ou ilustrações. 

O Conselho Federal de Odontologia ainda acrescentou uma observação a respeito da concorrência: não é permitido criticar técnicas utilizadas por outros colegas, acusando-as de ultrapassadas ou inadequadas.

Redes sociais

Uma boa notícia: profissionais podem usar as redes sociais para divulgar seus serviços ou seu consultório ou clínica. Não é permitido, porém, uso de imagens com “antes/depois”, divulgação de preços e descontos promocionais, serviços gratuitos para angariar pacientes ou ainda oferecer serviços como prêmio em concursos ou sorteios. 

Outro lembrete importante diz respeito ao conteúdo: é permitido falar de assuntos relacionados à saúde, de forma a esclarecer a população, mas não é liberado dar consulta, diagnóstico e prescrição por meio de veículos de comunicação. A prática clínica, no entanto, já é autorizada por meio da telemedicina.

O telemarketing direcionado à população geral não é permitido, entretanto não existe proibição ao contato via telefone, e-mail ou aplicativo de mensagens instantâneas para gerenciar o relacionamento com pacientes, alertando, por exemplo, sobre consultas agendadas, resultados de exames. O uso de um Software de Gestão para Clínicas e Consultórios facilita o vínculo com seu paciente, já que permite a integração com a agenda, prontuários em um mesmo sistema. 

Especialidades 

É vedado divulgar especialidades, títulos, áreas de atuação e qualificações que não tenham registro no Conselho Federal da profissão ou que não seja reconhecida por este órgão. 

 

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Gerenciamento do Prontuário eletrônico

3 razões para um gerenciamento impecável de seu prontuário eletrônico

O prontuário é o conjunto de documentos chave na relação entre o profissional de saúde e o paciente: é lá que estão registrados dados pessoais e clínicos, relato da história trazida pelo paciente, observações de exame físico, resultados de exames laboratoriais e de imagens, e registro de decisões clínicas e prescrições. É um documento sigiloso e que tem valor legal e científico. 

Diante disso, é essencial o bom preenchimento e gerenciamento de prontuários, que podem ser impressos ou eletrônicos – e cada um desses tipos exigem cuidados específicos em seu preenchimento e armazenamento, de modo a garantir a confidencialidade e proteger os documentos de danos ou perdas de informações.

Conheça 3 razões para fazer o controle impecável dos prontuários do seu consultório ou clínica:

Melhoria da assistência: Como é composto por todo os registros clínicos relacionados a um paciente, o prontuário é um documento que fornece informações valiosas sobre o histórico e evolução da saúde do paciente, bem como sobre fatores que podem impactar na escolha de tratamentos, a exemplo de alergias, doenças prévias, lista de medicamentos em uso e hábitos de vida.

Além destes dados objetivos, há campos no prontuário específicos em que podem ser registrados dados socioeconômicos pertinentes e aspectos psicossociais, que podem dar pistas, ao longo do acompanhamento, sobre adesão a tratamentos, motivações para consultas, ou sobre o comportamento do paciente diante de diagnósticos, opções terapêuticas e perspectivas de desfecho, em caso de doenças que não podem ser curadas ou ameacem a vida.

Assim, quanto mais completo o prontuário, mais elementos disponíveis para uma tomada de decisão clínica bem embasada e que traga mais benefícios ao paciente. Essa perspectiva é válida tanto para pacientes mais assíduos, com os quais naturalmente se forma um vínculo mais estreito, mas também facilita a retomada da história clínica de pacientes ocasionais e a continuidade do atendimento de forma plena.

Trabalho em equipe: Se mais de um profissional presta assistência ao paciente em um consultório ou clínica, um prontuário bem preenchido facilita o fluxo de informações dentro da equipe, resultando em um atendimento mais ágil, eficiente e consequentemente maior satisfação do paciente. Com a consolidação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), os benefícios se ampliam com a possibilidade de consulta aos dados a partir de qualquer local e qualquer dispositivo por meio do software de gestão de clínicas. 

Deste modo, profissionais diferentes podem ter acesso aos dados clínicos e resultados de exame de forma independente, agilizando suas condutas, ao mesmo tempo em que o documento permite um panorama da situação, favorecendo a integração da equipe. Neste sentido, evite abreviações, principalmente as que não já são consagradas pelo uso; utilize linguagem adequada e clara; e descreva detalhadamente situações, exames ou decisões quando considerar pertinente.

Respaldo legal: Por mais que se busque um bom relacionamento com os pacientes, eventualmente podem ocorrer processos judiciais referentes a fatos ou resultados decorrentes da assistência à saúde. Em casos como este, o prontuário é considerado o principal documento entre as provas judiciais, cabendo a quem acusa – seja paciente ou terceiros, como familiares – a obrigação de provar que houve erro na conduta, seja por negligência, imperícia ou imprudência do profissional, de modo a responsabiliza-lo pelo dano. 

Por negligência, entende-se omissão, por displicência, onde cabia a atuação; imperícia é a prática de ato sem conhecimento técnico ou sem atender às normas técnicas; e imprudência, por prática precipitada ou arriscada. Um prontuário bem preenchido e completo pode resguardar o profissional de ser injustamente responsabilizado, portanto todas as ações e observações relacionadas a um atendimento devem constar no documento. 

Dicas importantes são: não adiar o registro de informações (sob risco de esquecer de incluí-las no prontuário) e ter atenção especial no registro de discordâncias, decisões tomadas pelo paciente (como recusa de tratamentos e procedimentos); motivações para tomadas de decisões importantes (retirada de medicamentos, opções por terapêutica mais conservadora ou mais radical); bem como registro de orientações e esclarecimentos feitos ao paciente.

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O crescimento de plataformas de redes sociais como um espaço para publicidade e negócios trouxe novas possibilidades para divulgar o trabalho de médicos, dentistas e outros profissionais de saúde, bem como para atrair pacientes para consultórios e clínicas, independente de seu porte. 

Na mesma medida em que a internet democratizou e modificou o marketing, surgiram dúvidas e dilemas sobre como essas ferramentas podem ser exploradas pelo setor da saúde sem ferir os aspectos éticos exigidos para uma boa prática clínica. 

Os Conselhos profissionais, responsáveis por regulamentar e fiscalizar o exercício de cada ofício, já traziam regras relacionadas à publicidade em seus códigos de ética e também resoluções. Alguns destes órgãos, a exemplo do Conselho Federal de Medicina (CFM), também atualizaram recentemente suas diretrizes considerando as novidades trazidas pelas redes sociais. 

Atender a essas normas garante segurança jurídica para um consultório ou clínica, além de criar expectativa positiva por parte dos pacientes, que estão cada vez mais atentos e criteriosos no momento de escolher os profissionais que serão responsáveis pelo cuidado de sua saúde. Veja aqui o que é permitido fazer no marketing em saúde:

Tipo de mídia

De acordo com o Código de Ética Odontológica, os anúncios, propaganda e publicidade poderão ser feitos por cirurgiões-dentistas em qualquer meio de comunicação, desde que respeitando as regras do Código. 

Dados obrigatórios

Devem constar nas peças de comunicação e divulgação o nome e o número de inscrição da pessoa física ou jurídica do profissional, assim como deixar claro a profissão exercida, a exemplo de cirurgião-dentista e as demais profissões auxiliares regulamentadas. No caso do médico, é obrigatório informar seu número no Conselho Regional de Medicina e o estado ao qual está vinculado, além do Registro de Qualificação de Especialista (RQE), caso vá tenha alguma especialidade. Se o anúncio for de clínicas ou consultórios, também é necessário informar o nome e o número de inscrição do responsável técnico do empreendimento. O mesmo vale para médicos, devendo constar nome e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do diretor técnico.

Especialidades

O profissional médico ou dentista pode divulgar sua especialidade ou área de atuação, desde que sejam reconhecidas pelos Conselhos Federais, e que o profissional possua o título correspondente e o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). O Código de Ética Odontológica ainda permite divulgação de procedimentos e técnicas de tratamento reconhecidas pelo conselho.

Comunicação visual

Logotipos são criados para dar identidade a uma clínica e consultório e dessa forma serem facilmente reconhecidas pelos pacientes, favorecendo o vínculo. Na elaboração, além da criatividade, são usados conhecimentos em design referentes a cor, forma e outros aspectos, de forma a passar uma mensagem ao público. Eles também têm sua utilização permitida em peças publicitárias.

Produção de conteúdo

Como em qualquer outro nicho, o engajamento pode ser muito maior quando além de publicidade, o público-alvo encontra conteúdo de qualidade e informação. O profissional de saúde ou o perfil institucional de uma clínica pode publicar conteúdo de caráter educativo em diversos formatos, desde que não aborde o assunto de forma sensacionalista, promocional ou com informações inverídicas.

Informações úteis

No caso dos dentistas, é possível incluir no anúncio dados que facilitem o acesso dos pacientes aos serviços oferecidos, como endereço, telefone, fax, endereço eletrônico, horário de trabalho, além de informações como convênios atendidos, credenciamentos, e realização de atendimento domiciliar e hospitalar. O uso de ferramentas de comunicação como telefone, SMS, e-mails e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, também facilitam o marketing no sentido inverso, possibilitando contactar clientes para confirmação de consultas, campanhas publicitárias e ações gerais e segmentadas por nicho. 

Com o módulo de marketing do Saúde Vianet, é possível integrar os parâmetros relacionados aos contatos à agenda e ao sistema de prontuários, otimizando o relacionamento com os pacientes. 

 

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